Camilo e a música do seu tempo
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Pinto, Alfredo – Camilo na música : reconstrução de uma página da História musical portuguesa.
Prefacio do Dr. Bento Carqueja.Lisboa : Livraria Ferin, 1926
“Quer Alfredo Pinto (Sacavem) que eu diga das minhas impressões ácerca do seu proposito de atrahir a attenção dos nossos compositores de musica para as tantas paginas radiantes de emoção, existentes na vasta e prodigiosa obra de Camillo. Gostosamente correspondo a esse desejo. Na obra de Camillo ha inspiração fecunda. Ha melodias, formando verdadeiros periodos musicaes, que facilmente perceberá e aprehenderá todo aquelle que leia esses versos com modulação suave, identica á que se dá á voz, quando se canta [...]”.
— do Prefácio de Bento Carqueja.
Ao longo do século XIX, «a vida musical urbana em Portugal foi em grande parte dominada pela ópera italiana – e em menor grau pela francesa – nos teatros S. Carlos e S. João, em Lisboa e no Porto (…) pelo amplo desenvolvimento de vários géneros de teatro musical ligeiro, desde a opereta ao vaudeville e à revista; e por uma intensa prática doméstica de música de salão por parte das classes média e alta, que consistia sobretudo em canções sentimentais, arranjos instrumentais de trechos operáticos e uma grande variedade de danças cosmopolitas como a valsa ou a polca», como afirma Rui Vieira Nery.
É neste contexto que Camilo Castelo Branco (1825—1890) toma contacto com a vida musical e boémia da cidade do Porto, uma vez que a partir de 1848 se fixa nesta cidade, decidido a dedicar-se ao jornalismo. Logo retoma a vida aventurosa de escritor romântico, dividida entre os cafés, os teatros, os salões da burguesia portuense e as redações dos jornais.
Museu do Porto. Camilo e a música do seu tempo.
Camilo 200
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